Domingo, 7 de Fevereiro de 2016

Contos revisitados (57)

 

57NãoValeAPenaTerVergonha

«A Torre de Belém, lugar que ele considerou de visita obrigatória»

 

NÃO VALE A PENA TER VERGONHA

  

1

 

     João Anacleto nunca saíra da sua aldeia natal, que ficava em Trás-os-Montes. Aí viera ao mundo, aí andara na escola até à 4ª Classe, aí casara com Ana Maria, aí tivera cinco filhos: Abílio, José, Emília, Pedro e Fernando.

     Desde muito jovem que amanhava a terra, onde ia buscar o pão de cada dia, tal como o pai alguns anos antes, o avô e o bisavô. Ao contemplar o céu e as estrelas, sabia de antemão se iria chover ou fazer sol, podendo assim decidir se ficar em casa, à espera do fim da borrasca, se sair de lá de enxada ao ombro, para cavar as leiras. Ainda que agora sem o brilho de antigamente, os seus olhos haviam sido sempre o seu boletim meteorológico.

     — E não falham. Nunca! — como ele se gabava junto dos amigos, enquanto fumava displicentemente um cigarro de tabaco avulso e mortalha, que acabara de enrolar.

     — Nunca!

     Exagerava com certeza; mas se errava alguma vez, isso contava pouco. Tal como um primo mais letrado costumava dizer a propósito, «a exceção confirmava a regra».

     Era um homem de convicções. Tanto religiosas e políticas, quanto cívicas. Na defesa dos seus pontos de vista, não fazia transigências. Católico praticante de missa aos domingos e dias santos; admirador fervoroso de António Oliveira Salazar e do Estado Novo; pai de família respeitador da mulher e dos filhos, aos quais prodigalizava o seu carinho e impunha as suas leis — tinha para si que uma família digna desse nome se governava com amor, mas também com autoridade.

     Por autoridade, entendia coerentemente a obrigação de todos em casa lhe obedecerem e não o contestarem.

     Ana Maria sabia por experiência própria que muitas das convicções do marido eram mais propaladas do que praticadas. João Anacleto gostava de facto de parecer intransigente, mas «com jeitinho, lábia e alguma manha, era comido e levado às boas».

     Ela seguia o raciocínio seguinte: que o que convinha era cada um fingir de início que concordava com tudo, baixar a cabeça e dizer logo que sim, mas depois, palavra aqui, palavra ali, convencê-lo do contrário e dar-lhe a volta.

     Pouco mais do que analfabeta, Ana Maria punha as questões desta forma simples, sem termos rebuscados, resumindo a questão a uma frase:

     — Dar-lhe corda e não armar ao pingarelho...

     Percebendo a estratégia e conforme eram capazes, os filhos tentavam imitar o procedimento da mãe. Especialmente Abílio, o mais inteligente dos cinco.

 

2

 

     Por ser o mais dotado de todos, Abílio foi o único que não ficou pela instrução primária.

     A professora da aldeia, Dona Maria da Conceição, admirou desde o primeiro dia de aulas o discernimento e a aplicação do seu aluno. Falava muitas vezes do assunto com os pais, recomendando então com insistência:

     — É uma pena este miúdo ficar por aqui. Ele deve continuar a estudar, ir para o liceu, avançar. Tem cabeça para voos altos.

     Sugeria com entusiasmo:

     — Mandem-no para o Porto! Não lhe cortem as asas! Têm ali um portento!

     João Anacleto ouvia aqueles elogios todos, mas continuava na sua. Abílio valia tanto como os irmãos e não podia ser tratado de maneira especial. Estava aí uma injustiça que nenhum pai devia praticar.

     Referia à professora:

     — O rapaz é esperto. Isso é verdade. Mas para o que terá de fazer na vida chega-lhe bem a 4ª Classe. Somos uma família de lavradores, não queremos ser outra coisa.

     Dona Maria da Conceição teimava:

     — Uma pena, um desperdício. Vão para casa e pensem no caso mais uma vez.

     Ana Maria concordava com a professora, achando também que era uma pena o miúdo deixar de estudar.

     Com o tal jeitinho e lábia para convencer o marido do que queria, começou então o seu trabalho de sapa. Sem pressas, sempre à sua maneira, palavra aqui, palavra ali:

     — Tu não te envaideces do filho que tens? É um orgulho, não é?...

     João Anacleto respondia que sim, que se envaidecia, mas que havia de fazer? Lamentava, mas paciência. A vida era assim...

     A mulher calava-se. No dia seguinte, tão hábil como na véspera, voltava ao assunto:

     — Eu até tenho um irmão em Lisboa, o Joaquim, como tu sabes. Ele foi para lá trabalhar numa mercearia e ficou rico. Talvez aceite o rapaz em casa. Era uma solução...

     Depois desta e de muitas outras tentativas do género, João Anacleto deu o seu sim à proposta:

     — Tá bem, mulher, escreve lá ao Joaquim e pede-lhe esse favor.

     Por ser analfabeta, não foi Ana Maria, mas o pároco Albano Seixas quem redigiu a carta e fez o pedido.

     Joaquim respondeu de imediato. Tinha bastante gosto em receber o sobrinho; Abílio que viesse, pois encontraria um quarto à sua espera.

     Tintim por tintim, explicou à irmã como proceder: meter o filho numa camioneta, com carreira para Lisboa; que não se preocupasse, pois ele próprio o iria buscar ao terminal e o traria para casa. Ficava desde já assente.

 

3

 

     Sem esconder o quanto sofria por ver Abílio partir para tão longe, Ana Maria chamou a si a preparação daquela viagem. Contendo as lágrimas que lhe borbulhavam nos olhos, arrumou a mala do filho, metendo lá dentro tudo quanto achou conveniente. Não uma, mas muitas vezes, disse e repetiu o que o rapaz deveria fazer:

     — Levas no saco uma bucha para o almoço. Aqui mesmo, estás a ver? É só abrir, e pronto!...

     Entrou em pormenores:

     — Estende o saco nas pernas a servir de toalha, põe aí a comida e não sujes nada. Porta-te como deve ser. Percebeste?

     Abílio respondeu que sim, que percebera. De ouvir aquilo ao longo de toda a tarde, só um estúpido ou um mouco não perceberia:

     — Sim, mãe, percebi.

     Abílio partiu numa manhã chuvosa de outubro, quando se semeava no campo o pão para esse ano. Despedira-se dos pais e dos irmãos com comoção, revelando no rosto o quanto parecia recear aquela experiência. Deixava a terra e a família; daí em diante, passaria a viver com uns tios e uns primos que nunca conhecera. Para o que estaria guardado? Que é que iria encontrar?

     Duas dúvidas que o haviam atormentado nas últimas semanas e lhe tinham roubado o sono. Tivera até pesadelos, em que se via perdido numa cidade enorme, vagueando por muito lado, sem atinar como sair dali.

     Ainda a camioneta dobrava a esquina da rua, em direção à estrada nacional, já ele chorava convulsivamente, arrependido de ir sentado aos solavancos naquele banco de napa.

     Pela janela da viatura, via o que parecia correr lá fora: as casas, as leiras à espera do centeio e do trigo, um ou outro castanheiro, uma ou outra oliveira. Convivera com essa paisagem todos os dias e era capaz de a desenhar de olhos fechados. Como a desenhara aliás repetidamente nos cadernos da escola.

     Chegou a Lisboa doze horas mais tarde.

     Passara a manhã, passara a tarde, a noite caíra e ele a sair da porta articulada da camioneta cambaleando, talvez de cansaço, talvez de medo, talvez de espanto por estar finalmente na cidade grande. E agora? Sim, e agora?

     Como prometera, o tio Joaquim estava no terminal à espera, mais a tia, que disse chamar-se Filomena, bem como os primos Gilberto e Florbela, que todos tratavam por Belinha. Pelas cartas trocadas ultimamente, haviam combinado um sinal de identificação, que seria Abílio trazer um gorro branco na cabeça.

     Joaquim deu depressa com o sobrinho. Levantou o braço e apontou com o dedo:

      — O rapaz é aquele, aquele ali, não vês?

     Filomena achou também que sim:

     — É ele, é.

     Acrescentou de imediato:

     — Parece nervoso. O que não admira, coitado...

 

4

 

     Na companhia dos primos, Abílio adaptou-se depressa à vida nova que passou a ter. Sentiu-se como que em casa, com a tia Filomena tão carinhosa e atenta a tudo como a mãe:

     — Já engraxaste hoje os sapatos? Já guardaste os livros no quarto? Já mudaste de meias?

     Começava sempre as frases por «já», dando a entender com isso que nada do que perguntava podia ser adiado. Procedia do mesmo modo com os filhos, que interrogava no mesmo tom, com a mesma insistência e nos mesmos termos.

     Abílio respondia:

     — Já sim, tia Filomena.

     — Ainda bem. Assim é que eu gosto.

     Tão agarrado aos livros como antes, Abílio foi progredindo nos estudos: 1º, 2º, 3º, por aí fora, até ao 7º ano do liceu, sempre com classificações excelentes; entrou depois na Universidade, para a Faculdade de Direito, onde continuou a ser bem-sucedido.

     Passava as férias grandes de verão na aldeia. Sem nunca perder o contacto com os pais, os irmãos e os ex-colegas de escola, contava a uns e a outros o que fazia em Lisboa.

     João Anacleto e Ana Maria envaideciam-se com os êxitos do filho; ainda ele não acabara de se formar, já os dois o tratavam por «Senhor doutor» e lhe davam esse título junto de vizinhos e amigos.

     Abílio gostava pouco de ser assim elogiado; com algum rubor na face, tentava repor a verdade:

     — Os pais exageram. Não sou nada doutor. Até lá, tenho muito que queimar as pestanas.

     Estava a ser modesto, porque não tinha.

     Em junho do ano seguinte, concluiu o curso. Fez os exames todos na 1ª época.

     O acontecimento tinha de ser festejado condignamente. Os tios Joaquim e Filomena sugeriram que João Anacleto e Ana Maria deveriam estar presentes na comemoração. Que pais merecedores desse nome deixariam de participar numa celebração como aquela?

     O problema, o complicado da questão, como o sobrinho referiu na altura, era convencer o pai e a mãe a saírem da aldeia, meterem-se na camioneta e virem até Lisboa. Seria difícil, se não mesmo impossível.

     Joaquim chamou a si essa incumbência:

     — Vou-lhes escrever uma carta a dizer que pago as passagens e que não admito escusas. Nem desculpas.

     Como fez. E bem, porque João Anacleto e Ana Maria aceitaram o convite e meteram-se a caminho.

     Não cabiam em si de contentes. Não apenas porque se associavam à festa de homenagem, bem como por poderem conhecer outras gentes e outros lugares. Sobretudo, sobretudo, por porem finalmente os olhos na capital do país.

 

5

 

     Joaquim recebeu a irmã e o cunhado com toda a cordialidade. Tinha de facto um quarto à espera, que Filomena cuidara e apetrechara convenientemente.

     — Que tal? Ficam bem acomodados? Precisam de mais alguma coisa?

     Sem conseguir esconder o seu espanto, Ana Maria olhava para aqueles luxos extravagantes, que nunca topara antes. Catancho!, era mesmo verdade: o mano estava rico!

     — Ficamos que nem no céu. Coisa melhor e mais linda não podíamos encontrar.

     João Anacleto achava também; aquilo era de facto uma maravilha:

     — Uma beleza! Um apuro!

     Joaquim propôs então:

     — Vocês agora vão jantar, vão depois para a cama descansar de tanta hora de viagem, e amanhã bem cedo, logo a seguir ao pequeno-almoço, vamos os quatro passear pela cidade. Há muita coisa para ver...

     Como viram realmente.

     Dando-se ares de pessoa entendida, com alguma vaidade incapaz de disfarçar, Joaquim foi quem marcou o itinerário: a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, o Museu dos Coches, o Rossio, o Chiado, os Restauradores, o Marquês de Pombal — enfim, todos os lugares que ele considerou de visita obrigatória.

     Ao fim de cada visita, a mesma pergunta:

     — Gostaram?

     Umas vezes João Anacleto, outras Filomena, ambos com o mesmo entusiasmo, respondiam:

     — Mas então não havíamos de gostar? Isto é outro mundo!...

     Almoçaram num restaurante de Montes Claros, onde comeram bacalhau cozido com espigos. Uma delícia! Bem servido e bem regado com vinho do Douro, que regalava qualquer paladar exigente. Aquilo sim, aquilo é que era vida!

     Voltaram para casa ao fim da tarde. Vinham estafados, com os bofes pela boca, mas dando por bem empregue a canseira que haviam tido. Viam-se já de regresso à aldeia, saindo da missa de domingo, com os amigos no adro, à volta, curiosos — e eles a contarem as muitas peripécias por que tinham passado.

 

6

 

     Quando se foi deitar ao fim desse dia tão cheio de surpresas agradáveis; quando rezou as orações da noite ao lado da mulher (sempre um Padre-Nosso, três Ave-marias, mais três Glórias ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo), João Anacleto não imaginava sequer para o que estava guardado na manhã seguinte.

     Quando se levantou da cama, tropeçou no tapete, caindo desamparadamente no soalho do quarto. Deu logo conta de que havia fraturado a perna, porque foi acometido de uma dor violenta.

     Com algum esforço, Ana Maria ajudou o marido a levantar-se e foi logo avisar o irmão do sucedido.

     Joaquim não gostou nada do que viu. Sem esconder a sua preocupação, achou que o melhor seria o cunhado recorrer aos Serviços de Urgência de um hospital, a fim de saber o que se passava.

     — É preciso lá ir, e já!

     E foram. E ainda bem, porque a queda provocara uma fratura do fémur esquerdo, que exigia intervenção cirúrgica.

     Com a radiografia na mão, franzindo a testa, o médico de serviço não tinha quaisquer dúvidas a esse respeito:

     — Convém operar o mais rapidamente possível.

    João Anacleto não se conformava. Ainda na véspera, corria a cidade ligeiro que nem um gamo, visitara tantos lugares e tantos monumentos, e via-se agora paralisado, cheiinho de dores, incapaz de se pôr de pé. Era triste, caramba! Era uma grandessíssima chatice!

     — Mas tem de ser, senhor doutor?

     — Tem, tem. Infelizmente, tem.

     De cara fechada e sempre a gemer, foi internado num quarto do 3º piso.

     De ora em diante, sabia lá até quando, teria de conformar-se exclusivamente àquele mundo: quatro paredes lisas pintadas de branco, uma luz fria de néon que jorrava de dois tubos presos no teto, e ele enfiado numa cama articulada, a perna pendurada num gingarelho de roldanas e fios metálicos, com enfermeiras de bata e touca na cabeça a rondar por perto, perguntando constantemente:

     — Está bem? Precisa de alguma coisa? Quer outra almofada?

     João Anacleto agradecia e dizia que não precisava de nada.

    Podia não ter qualquer razão de queixa; os médicos, as enfermeiras, todo o pessoal auxiliar tratavam-no bem, tentavam aliviar-lhe o sofrimento com palavras e comprimidos, mas a verdade, a verdade é que ele nunca fora homem de passar o dia inteiro espapaçado entre lençóis.

     Os seus horizontes eram de facto outros: o campo aberto ao sol e à chuva, amanhando e semeando a terra em outubro, indo lá colher em julho, sem ser vigiado nem controlado continuamente. Gostava de pespegar os olhos no céu, sentir o vento soprar nas faces, ouvir a passarada cantar à volta. Não de estar fechado naquele espaço limitado, muito arrumadinho, muito limpinho, onde não havia frio nem calor, mas que o asfixiava com a sua estreiteza e lhe tolhia o corpo com as suas regras:

     — Tenha cuidado. Não se vire para esse lado. Não mexa a perna. Não pode ficar sem comer. Não pode ficar sem beber. Não, não, não, tantos nãos, que uma pessoa se fartava!...

 

7

 

     João Anacleto foi operado com êxito. Teve de permanecer no hospital mais de uma semana, onde passou ainda por uma experiência nunca antes imaginada.

     Conforme a prática seguida no estabelecimento, todos os doentes deviam tomar banho diariamente, ou por si próprios, ou com a ajuda de uma auxiliar de enfermagem. Neste caso, a auxiliar vinha com uma bacia enorme de esmalte, sabão numa mão, esponja na outra. Trazia um lençol turco e uma toalha de rosto sobre o ombro, com que avançava até à cama de quem aguardava a sua vez.

     O diálogo era quase sempre o mesmo:

     A auxiliar:

     — Ora então vamos ao banhinho?

     O doente:

     — Se é preciso...

     A auxiliar:

     — É, é. Vamos lá a despir.

     Mangas da bata arregaçadas até aos cotovelos, esponja bem ensaboada, lavava o corpo do acamado conforme havia aprendido: primeiro a cabeça, depois o tronco, por fim os membros. Sempre por essa ordem, como devia ser.

     — Muito bem. Está limpinho que é uma beleza!

     João Anacleto esperava tudo menos aquilo. Ficar completamente nu diante de uma mulher, com as partes íntimas à mostra — para essa prova de indecoro, para tal falta de respeito, não estava nem podia estar preparado.

     Aflito, sem saber o que fazer, tapou os genitais com as mãos, uma sobre a outra, tentando esconder aquilo que não queria (nem podia!) expor.

     Habituada a essas situações, a auxiliar não se conteve e sorriu. Apontando com o dedo para o sexo tão zelosamente protegido, disse em tom zombeteiro:

     — Ora, ora, não vale a pena ter vergonha. Coisas dessas vejo eu todos os dias. E muitas!

     Foi depois perentória:

     — Vá, tire daí as mãos e estique os braços.

 

Inácio Rebelo de Andrade

in Que nem uma Flor por Abrir

Edições Colibri, Lisboa, 2012 (versão revista pelo autor)

 

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publicado por olhoatento às 17:44
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